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Papo com Escritor - Pedro Veroneze

PERFIL:

Nome Completo: Pedro Henrique de Oliveira Silva

Nome literário: Pedro Veroneze

Editora: Editora Fross

Natural de: Rio de Janeiro

Atualmente mora em: Nova Friburgo

Aniversário: 12/12/2001

Estado civil: Solteiro

Ocupação atual: Escritor, roteirista, poeta e universitário

Livros publicados: The Pandemic

Filme favorito: Expresso Polar e Coraline

Seu estilo musical: Toda música que transmite energia e sentimentos, eclético total.


ENTREVISTA:

ELIAQUIM BATISTA (Blog Vida de Escritor – BVE): Você começou escrever muito jovem. Aos 12 anos e aos 13 começou a escrever o seu primeiro livro, que foi publicado quando você tinha 16. Certo?

De onde veio essa vontade de escrever? Como nasceu a sua inspiração?


Pedro Veroneze: Certo irmão. Foi sempre uma aventura diferente. Tenho gosto por criar histórias e narrações, viver fora da realidade um tempo. A escrita chegou depois. Ela é mais um meio. Uma de minhas histórias, um de meus próximos livros, Entre Cactos e Balões, conta com Will. Penso como ele, nesse sentido. Todos nós somos profundos de alguma forma. É da nossa natureza. Possuímos um vasto planeta, inexplorável como a terra. E nessa imensa galáxia, habitamos nesse fértil e hostil planeta. Nus e selvagens. Não temos que esconder nada, guardar segredos nenhum. Tudo que há de mais puro e sujo em nós está nesse planeta. Mas ás vezes, nos perdemos da rota e não sabemos como voltar. Carregamos máscaras durante tanto tempo que nosso rosto se molda a ela; e não e leve de se carrear. Quero lhes dar o ingresso de viagem a esse planeta infinito de vocês, lembrar que ele existe. É por causa dele que escrevo, do onírico.

As pessoas, artistas, os escritores em especial, sempre explicam a mídia o que querem ouvir ou romantizam todo o seu projeto. Mas a maioria é besteira. A criatividade não é um dom, isso é bobagem poética. Escrevo pelos infinitos universos e pela criatividade.


ELIAQUIM BATISTA (BVE): Como disse, mesmo começando muito jovem na literatura, você ainda é muito novo. Quais são seus hobbies, sonhos, o que gosta de fazer nas horas vagas?

Pedro Veroneze: Acho que tudo que arte toca me traz um relevante interesse. Curto música para caralho. Livros sempre por perto, música tocando, uma transa de tremer as pernas depois de um vinho bom ou uma vodka forte. Aí me levanto e escrevo. Amém por isso. E curto também todos os esportes, quase. Musculação, MMA e futebol são a tríade. Comer e dormir também são os mais intrínsecos de meu hobbie. Filmes e séries são necessárias à minha vida. E café, minha bebida não alcoólica favorita. Procurar as estrelas á noite é belo e charmoso também. O mundo brilha suficientemente lindo sem nós.


ELIAQUIM BATISTA (BVE): A editora que publicou seu livro teve sua contribuição para criação. Como foi isso? Como nasceu a editora? Enfim.

Pedro Veroneze: A Editora Fross nasceu de uma amizade. Eu era moleque quando me mudei para Nova Friburgo, região serrana do Rj. Meu vizinho de muro, Antonio, Editor-chefe da Fross, agente, amigo. São incontáveis os pulos de muro a cada dúvida, surpresa, ligação e email recebido durante o processo. Ele tomou toda a frente legal. Eu tinha 16, com uma onda de rejeições que um jovem aspirante a autor quase sempre terá. Não tínhamos experiência e conhecimentos o suficiente, mas continuamos a nadar. A Fross nasceu, porque quando alguém acredita no seu trabalho, tudo será depositado ali. Nasceu para os jovens que ainda podem fazer algo pelo mundo. Por nós e por nossos pais e futuros filhos. A Fross nasceu pelo descaso editorial do Brasil. Mas não se cria um amanhã diferente agindo da mesma forma hoje. Se eu não tentasse, ninguém o faria por mim. Não me adequei ao mercado. Mas ao invés de sentar e esperar muda-lo. A Fross e eu, queremos inová-lo. The Pandemic, minha primeira obra, foi o primeiro do time Fross. A vida é um intervalo entre duas datas e o que você decide fazer entre elas. Faça o que tiver que fazer. Nossa Editora pauta a criatividade e inovação como base.


ELIAQUIM BATISTA (BVE): Hoje, você é membro da Academia Friburguense de Letras. Outro grande marco da sua carreira. Como é a função que exerce, como surgiu o convite?

Pedro Veroneze: Eu cheguei atrasado não só no evento como entreguei meus dados. E porra, apesar de não fazer tanto tempo assim, hoje estou no time 18. Fui empossado aos 16. Apesar de novo, já é de agora minha memória lesar meus pensamentos. Indescritíveis palavras, inúmeros pensamentos e insondáveis pensamentos. Isso é o pertencer ao Anexo Jovem da AFL. Hemingway dizia, “escreva bêbado, edite sóbrio”. Mas ele não disse que é o álcool, especialmente, é aquilo que lhe deixa bêbado. É sua bagagem. Nas horas da madrugada, os pensamentos afunilando-se para os dedos e tudo se transmite para o teclado, para o caderno. Uma habilidade ímpar. Mas tudo isso só se vale quando compartilhado. A Vida Selvagem ensina isso. A Academia Friburguense de Letras evoca isso. Inovação ao novo. Triunfando o futuro vangloriando o passado.


ELIAQUIM BATISTA (BVE): Hoje Seu instagram é carregado de textos autorais. Um dos que vale destaque é:

"Quando a escrita no crepúsculo começa, nem o alvorecer a freia."

Como você estava no momento que a escreveu?

Pedro Veroneze: Eu não lembro. Era noite e eu era refém de meus pensamentos, de novo, provavelmente.

ELIAQUIM BATISTA (BVE): Vamos falar do seu livro, agora.

De onde veio o título "The Pandemic"?

Pedro Veroneze: Meu livro fala sobre pessoas. Sobre pessoas, suas decisões e suas relações. Se ambienta a noroeste dos Estados Unidos em alguns frios condados por lá. Um vírus começou a se espalhar rápido. Em breve, se tornaria uma Pandemia. Eles acham que pode ter vindo do leste europeu. Terrorismo. Ou quem sabe as geleiras derretidas pelo aquecimento global liberaram um vírus pré-histórico. Ou é um castigo de Deus a nossos pecados. Ou um flagelo do Diabo. Os seres-humanos são crentes dopados de esperança pela senhora religião. Motoqueiros se matam em suas irmandades de gangues, soldados protegem e desertam, adolescentes ficam felizes em dizer, foda-se a escola. E os doentes e necessitados passam dificuldade, não há mais o médico do hospital nem o psicólogo para tratar a TDI. Será que as pessoas podem realmente viver sozinhas e afastadas?

Esse é o real vírus. O egoísmo. É ele quem está lentamente envenenando o mundo. E isso é a verdadeira Pandemia.


ELIAQUIM BATISTA (BVE): No seu livro, várias pessoas são condenadas por um vírus, algo interessante para o contexto atual em que vivemos, não acha?

Pedro Veroneze: Foi uma desagradável surpresa esbarrar com essa porra de praga. Faz dois anos que meu livro foi publicado. E quando ele nasceu numa editora, fazia cem anos da gripe espanhola. Outra infeliz coincidência. Século vinte um foi socado e espancado pelo egoísmo. E quando foi julgado, a depressão nos sentenciou. O egoísmo estava pronto e solto para o próximo idiota que vai deixá-lo entrar com boas intenções.


ELIAQUIM BATISTA (BVE): O isolamento social é algo que estamos vivendo no momento atual. Em sua obra, há ligação com esse isolamento, já que também tem um vírus por trás da sua narrativa?

Pedro Veroneze: Inicialmente há um isolamento que não dá muito certo devido o egoísmo alheio. O livro se passa durante o início do surto. Após a falha da quarentena enforcar líderes e a responsabilidade social. Cada um por si molda-se no social. Fica em cheque a moral de cada personagem sobre o ajudar ou se sacrificar pelo outro. Fica questionado a ética de um grande criador e salvador deixar as pessoas morrerem aos muitos. Quem puder, fica em casa, e se é egoísta, é para que você possa sair de forma segura no futuro idiota. Agora, se você não é, não saia de casa caso não precise.

ELIAQUIM BATISTA (BVE): Fale de alguns dos personagens de sua obra. Quem é o protagonista? E o grande vilão?

Pedro Veroneze: O livro mede isso entregando experiências fora do protagonismo comum. Há irmandades de motoqueiros, militares, crianças, adolescentes, idosos e mais das pessoas que ainda tem o coração batendo, mas não tem mais vida.


ELIAQUIM BATISTA (BVE): Onde podemos adquirir seu livro?

Pedro Veroneze: Sinceramente, não sei te responder. Mas pesquise-o. E aparecerá os mais diversos sites. Contudo, o site da Editora Fross, onde o mesmo nasceu, é minha indicação pessoal, além de mim, é claro. Entre em contato via phoveroneze@gmail.com. Ou me chame no instagram, prefiro, e de quebra também conheçam mais dos meus trabalhos; @pedroveronezeoliveira.

ELIAQUIM BATISTA (BVE): Um passarinho me contou que vem novidade por aí. Será que terá um novo livro nesse 2020?

Pedro Veroneze: Se vai. O calendário teve que mudar diante da pandemia. “Entre Cactos e Balões” chega ano que vem.

Contudo, ainda esse ano, uma aposta bem ousada está dentro da mochila do, “Quero dar uma parada em Nova Iorque antes de ir para o Inferno”. Se eu não me atrasar, dia 21 de agosto estará disponível em todas as plataformas com mais novidades saindo junto. Meu instagram avisará tudo.

ELIAQUIM BATISTA (BVE): Qual pergunta que você achou que eu faria, mas eu não fiz?

Pedro Veroneze: O que faz da vida, Pedro?

Eu diria que escrevo e estudo.

Não, o que você realmente faz que te faz querer estar vivo?

Eu escrevo, transo, danço, bebo, contemplo, desenho, erro, jogo, luto, choro e sorrio antes que dê tela preta.


ELIAQUIM BATISTA (BVE): Deixe uma mensagem para os leitores do “Blog Vida de Escritor”:

Pedro Veroneze: Espero que as toque e as faça pensar na importância que dão as coisas insignificantes, enquanto as distraio. E quem conseguir, acorde antes do sol nascer, coe um café, há mais coisas que são pessoais nesse café. Sente na varanda e olhe o sol nascer. Só sua experiência vai poder adjetivar essa sensação.

Confira um trecho exclusivo para o Blog Vida de Escritor do novo livro do autor Pedro Veroneze:

Os virtuosos monstros morais estão em alta no hoje. Romantizando a porra da depressão e o caralho do vício. Mas antes satírico na crítica em liberdade a vida velada por uma algema religiosa.

Um mundo ideal não é utópico quando a realidade não destaca o valor de seu real sentido. Hoje não lhes ofereço o conforto moral moldado ao social presente. Nem o lugar reservado numa espaço-nave que vai te viajar. O ingresso te dá um lugar no Expresso Polar, assim talvez recupere seu espírito singular. Valores precisam ser reforçados na sua Terra do Nunca ou com cópias desprovidas de suas, vidas medíocres, ou não, no Mundo Secreto.

A escalada exige equipamentos não acessórios para te manter no alto. De lá a vista vai te dizer o que fazem de baixo. E é de lá que tem que se jogar para dar tempo aos sonhos. A altura da montanha será da grandeza dos teus sonhos quando está de olhos abertos.


Siga o autor em suas redes sociais:

Instagram: @veronezepedro

E-mail: phoveroneze@gmail.com

Por Eliaquim Batista

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