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Marcelo Felix #PapoComEscritor

PERFIL

Nome completo: Marcelo Felix

Nome Literário: Acho que não tenho (risos)

Editora: Lura Editorial

Natural de: Linhares-ES

Atualmente mora em: Sooretama-ES

Estado Civil: Solteiro

Ocupação atual: Escritor/palestrante


Livros publicados: Martyn o Detetive e o Sumiço dos Encrenqueiros

Gênero que escreve: Escrevo livros infantis, contos, romances de diversos gêneros.

Seu estilo musical: Rock Nacional, Indie folk, entre outros.

Filme favorito: Acho que não consigo escolher apenas um. Gosto de boas obras-primas.

Um sonho como escritor: Viver das palavras




BVE (BLOG VIDA DE ESCRITOR): Marcelo, quando veio o estalo de dedos em começar a escrever?

Marcelo Felix: Bem, eu acredito que há tanto tempo que nem consigo lembrar uma data. Lembro que cresci desenhando HQ’s com os amigos, criando personagens e histórias próprias. Certo tempo depois troquei os traços do desenho pelas palavras e continuei criando histórias.


BVE: Nas suas redes sociais, há diversas fotos com sua namorada, como vocês se conheceram? Qual o seu convívio com ela? Conte-nos um pouco de vocês.

Marcelo Felix: Sim existem muitas fotos, e por ela poderiam existir muitas mais (eu é que não sou muito bom com isso). Bom, nós nos conhecemos há cinco anos por causa de um amigo em comum. E esta é uma história bastante peculiar que envolve uma roda de capoeira e um convite insistente.

Eu era professor de informática numa entidade aqui da cidade e tinha (ainda tenho) um grande amigo professor de capoeira chamado Dendê (tá bom, este não era seu nome de batismo), que me convidou para aparecer na roda que acontecia em todas as sextas-feiras. Ela era aluna deste meu amigo, e já havíamos nos vistos algumas vezes anteriormente, com direito a trocas de olhares e tudo mais. Mas eu nunca a chamei para conversar até o dia que, por insistência do meu amigo eu fui a roda de capoeira e a vi jogando majestosamente com um lindo sorriso no rosto. Depois nos apresentamos oficialmente e desse dia em diante não perdi mais nenhuma sexta-feira, me tornei um grande apreciador da capoeira e de uma aluna em especial. E magicamente, depois de pouco tempo estávamos namorando.

E quanto ao nosso convívio, é realmente muito bom. Afinal de contas ela é bastante compreensiva, amorosa, gosta de rock, de esportes, e é uma grande leitora. Ela se chama Kelly, e é dona de um blog, um IG Literário e um projeto para iniciar um canal do Youtube (em todos esses lugares você pode procurar por traça literária que a encontrará). Ela também é minha primeira crítica literária em tudo o que eu faço, e eu sempre acato suas dicas sem pestanejar.

PS. (sempre aceito porque sei que ela joga muito bem capoeira, e que sabe diversas maneiras de dar uma rasteira em alguém (risos)).


BVE: Fora escrever e sua namorada, por qual outra coisa é apaixonado?

Marcelo Felix: Sou apaixonado por muitas coisas, e a boa arte é uma delas. Seja música, literatura, pintura, desenho e tantas outras. Mas sobre tudo, sou apaixonado por pessoas que são pessoas. Que sabem dar valor ao que realmente precisa ser valorizado, como a amizade e a humildade, por exemplo. Sou apaixonado por pessoas que conseguem enxergar as outras pelo o que são e não pelo que tem.


BVE: Você fez um belo lançamento do seu livro, em Março do ano passado em um local Cristão. Você é Religioso?

Marcelo Felix: Sim. Eu sou católico praticante e tenho alguns cargos na igreja. Sou ministro da palavra e dou catequese para crianças de 8 a 10 anos. Porém, prezo muito mais a religiosidade à religião em si.


BVE: Em outra entrevista você disse que já viajou por muitos países através de livros e que agora era a hora do mundo conhecer sua cidade através do seu livro. O que você quer mostrar na sua cidade? E ficou feliz em colocá-la como pano de fundo da história?

Marcelo Felix: A intenção nunca foi retratar a cidade propriamente dita. Eu precisava de um plano de fundo e optei por contar sobre a realidade que eu conhecia, até porque no livro Martyn o Detetive e o Sumiço dos Encrenqueiros em nenhuma parte faz menção (e nunca fará) ao nome da cidade. Por outro lado, eu moro em uma cidade jovem onde não se tem muitas opções de lazer no momento, e cresci ouvindo que o lugar não era bom e que não poderia sair coisas (até pessoas) boas daqui. No entanto, em contrapartida nunca acreditei nisso, escrevi o livro e mostrei que sim, aqui pode ser cenário para uma aventura como qualquer outro lugar do mundo. Mostrei também que existem muitas pessoas talentosas na cidade, e que o erro não está no lugar onde você vive, mas sim dentro você.


BVE: Seu livro fala de um menino baixinho e que ama ler e estudar, o típico nerd “à lá brasileiro”. Na época da escola você era nerd?

Marcelo Felix: Não nerd, mas um estudioso sensato. Sempre fui o garoto engraçado que desenhava e que as pessoas gostavam. Ao mesmo tempo, nunca fui o centro das atenções na sala (nunca tive vocação para isso) pois sou muito tímido. No entanto, tenho orgulho dos tempos de escola pois fiz bons amigos que estão comigo até hoje.


BVE: A trama começa pelo bullying que Martyn sofre na escola. Esse é um tema atual. Por que você achou importante abordar sobre isso?

Marcelo Felix: Infelizmente muitos alunos são vítimas de bullying em praticamente todas as entidades de ensino, e isto é um fato. Sofrem bullying seja por meio verbal ou físico, sofre até um bullying virtual, e é algo que todos deveríamos estar falando. Exterminando esse pensamento cruel e desumano da vida das crianças e jovens, um pensamento que não respeita o próximo e suas diferenças.

Quando me coloquei a escrever este livro, confesso que não tive o intuito de ser um livro que fala sobre bullying. Não quis que soasse muito didático e por isso costurei o tema por toda a trama sem que fosse “um puxão de orelhas” explicito. Mesmo assim acho que está ajudando de alguma maneira. Eu via os encrenqueiros como os vilões e quis mostrar o que aconteceria se eles passagem a ser as vítimas. Quem ficaria a favor deles? Quem entenderia suas atitudes? Martyn o Detetive porém é muito mais que isso. É uma história sobre amizade, aventura, família e descobertas.


BVE: Um menino “cdf”, de baixa estatura, vê os valentões da escola sumirem e é o principal suspeito de tudo. Ele passa a ter que tentar mostrar, para todos, que é inocente, inclusive para a polícia. Não foi muita maldade com o jovenzinho? (risos)

Marcelo Felix: Acredito que não, aliás precisava de tudo isso para haver história (risos). Afinal de contas, Martyn não é menininho frágil. Ele tem pulso firme e inteligência. Não é CDF na questão de ser muito estudioso, ele apenas estuda e gosta de estudar. Como também gosta de estar com os amigos, cuidar do seu bichinho e estimação (Sherlock Hamster) e estar em companhia de sua mãe Luciele. Ele é uma voz extremamente ativa em todo o livro, mostrando sempre sua força, caráter e seus valores. Ele também desmistifica a ideia de que o leitor é sempre um menino chato que fica com um livro na mãos e fala palavras difíceis. Devemos lembrar que acima de tudo Martyn é um detetive a procura de uma aventura, e junto de Kleber e Diana ele conseguirá vivê-la.


BVE: Você já pensou em ser detetive aos 14, 15 anos? Caso não, o que você queria ser nessa época?

Marcelo Felix: Na verdade é muito difícil responder essa pergunta. Seria mais fácil se perguntasse: “o que você não queria ser aos 14 ou 15 anos de idade?” (risos). Naquela época eu gostava muito de desenhar, de fazer roteiros para filmezinhos (sempre atuados por meus primos), de fazer mágicas, invenções e muitas outras coisas. Passei muito tempo achando que iria me tornar um desenhista no futuro, até descobrir que o que eu mais gostava é de arte em geral. Por isso escolhi a escrita, posso ser tudo isso, basta criar um personagem e uma trama e fazê-lo viver uma história. Respondendo sua pergunta, não pensei em ser detetive, mas sempre quis trabalhar com arte.


BVE: Martyn não está sozinho na história. Tem dois fieis companheiros: Kleber e Diana. Esse não é o primeiro trio de amigos inseparáveis. Como nasceu esse trio na sua cabeça?

Marcelo Felix: Martyn o detetive nasceu há dez anos, (quase onze) no ano de 2007. Eu era um aspirante a escritor que tinha uma história a lá Sherlock Holmes para contar, então comprei um caderninho de 96 folhas e escrevi a mão uma história chamada “Martyn o detetive a menina perfeita”. E percebi que em todos os livros o herói nunca estava sozinho, por isso escolhi mais dois para compor o trio, criei suas personalidades marcantes: Martyn (inteligente), Kleber (palhaço) e Diana (durona). Juntos eles fazem a engrenagem da história girar.


BVE: Qual seu próximo passo na carreira de escritor?

Marcelo Felix: Continuar escrevendo e encantando as pessoas com as palavras. No momento eu estou trabalhando no segundo livro da série Martyn o Detetive, estou escrevendo um segundo livro que é um reconto, o qual estou muito orgulhoso e animado, e estou participando de uma antologia de terror pela editora Constelação Editorial. Até o fim do ano terei uma história neste livro que se chama “Arrependa-se”, o nome da história é “Ouro de Tolo”. E para finalizar estou pretendendo lançar um livro infantil no semestre do ano que vem.


BVE: Destaque um trecho que você acha especial em seu livro, o qual foi mais interessante escrever?

Marcelo Felix: Eu adoro tudo, aliás, foram muitos anos arquitetando todo o enredo da série, e nesse primeiro livro eu gosto de muitas cenas; como a capa por exemplo, que mostra a primeira investigação do trio de detetives e os seus primeiros vilões: dois enormes e ferozes pit bulls. Adorei escrever esta cena. Gosto também da frase da terceira página do livro que diz: “A distância que uma boa história precisa percorrer para chegar ao mundo real, é o caminho que as palavras gastam para nascer no coração e sair pelas pontas dos dedos”. Acho isso lindo, nem parece que fui eu mesmo quem fiz. É muito melhor que eu.

Onde podemos comprar o seu livro?

No momento o livro está disponível no formato digital e físico nestes endereços:

FÍSICO:

Livraria da Lura: bit.ly/LU8981

Com o autor: https://bit.ly/2ODc5wB ou por meio de suas redes sociais.

E-BOOK:

Amazon: https://amzn.to/2OJce1m

Livraria Cultura: https://bit.ly/2Rw5nXL

Google Play Livros: https://bit.ly/2RvH3VU

(Além das plataformas acima, o livro “Martyn o Detetive e o Sumiço dos encrenqueiros” disponível em e-book em praticamente todas as lojas virtuais).

E caso queira conhecer as coisas que eu escrevo ou um pouquinho de mim, segue algumas maneiras de me encontrar:

e-mail: marcelofelixwriter@hotmail.com

Fanpage: Marcelofelixwriter: https://bit.ly/2ODc5wB

Instagram: marcelofelix oficial: https://bit.ly/2y5IUbP

Twitter: marcelofelixof1: https://bit.ly/2C0puYG

Blog: https://marcelofelixoficial.blogspot.com/

YouTube: Marcelo Felix Writer Oficial: https://bit.ly/2OL7UPa


BVE: Deixe um recado para o pessoal do blog:

Marcelo Felix: Primeiramente gostaria de agradecer a oportunidade de estar aqui, e dizer o quanto é importante difundirmos a leitura nos dias de hoje. A leitura como prazer e não como hábito. Hábito é escovar os dentes, tomar banho, essas coisas. Ao contrario disso, ler deve ser prazeroso. Afinal de contas, não há nada mais destrutivo para a leitura do que nos prendermos à estrutura das palavras. Por isso acredito no poder da ficção, que de certa forma é a porta de entrada para outros livros, nos viciando, aumentando a nossa capacidade de imaginar, de sonhar. Quero parabenizar também a todos do Blog Vida de Escritor que não só faz um excelente trabalho, como também aproxima o leitor do escritor, une o criador ao leitor, que é quem realmente dá sentido ao que escrevemos. Mais uma vez, obrigado.

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© 2020 por Eliaquim Batista - Blog Vida de Escritor.

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