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Papo Com Escritor - Felipe Gulyas

PERFIL

Nome completo: Felipe Eduardo Gulyas

Nome literário: Felipe Gulyas

Editora: Rouxinol Editora

Natural de: São Paulo capital

Atualmente mora em: São Paulo capital

Aniversário: 16/03/1993

Estado civil: Solteiro

Ocupação atual: Professor

Livros publicados: No Fim do Mundo e Uma Canção de Ano são meus livros solos. Fiz parte da antologia Por Dentro de Nós e 31 Contos Assombrados, além de ter organizado 31 Contos Assombrados Vol.II

Seu estilo musical: Indie rock

Gênero que escreve: Young adult

Filme favorito: Batman - O Cavaleiro das Trevas


ENTREVISTA

Blog Vida de Escritor (BVE): Quando você comentou de seus livros publicados, na Amazon, observei que você tem um disponível na Amazon. "O Clube das Duas Horas". Ele está disponível apenas no formato e-book?

Felipe Gulyas: Sim, mas ele é apenas um conto. Minha história literária começou com o conto O Dia Antes do Natal que lancei no wattpad. O Clube das Duas Horas é um conto que se passa no mesmo universo, mas eu optei por lançá-lo no Amazon. Eu tenho outro conto nesse mesmo universo que vou lançar no Amazon no fim do ano que se chama A Garota na Prisão de Papel.

BVE: Legal! E o que você acha desse mundo literário na internet? Digo whatpad, amazon, skoob e outros.

Felipe Gulyas: Acho um ótimo lugar para começar a divulgar seu trabalho. A Rouxinol Editora quis investir em mim por causa do meu conto O Dia Antes do Natal no Wattpad e eu acho que tanto o Wattpad quanto o Amazon devem ter sido o primeiro passo de muitos autores.

BVE: E sobre o que fala seu conto O Dia Antes do Natal?

Felipe Gulyas: É uma história sobre um garoto que estava no lugar errado e na hora errada e agora vai precisar fazer parte de um grupo de desajustados. O problema é quando ele testemunha uma tragédia que o fará viver o mesmo dia de novo e de novo. Isso acaba mudando o mundo como ele vê aqueles desajustados e o mundo.

BVE: E em O Clube das Duas Horas, também há uma problematização parecida e com problemas do cotidiano do adolescente Mike. Como drogas, suicídio e desprezo, como você encara isso na vida dos adolescentes e jovens de hoje em dia?

Felipe Gulyas: São coisas que fazem parte desse momento delicado que é crescer. Acho que é só entrar numa escola que você vai encontrar esses tipos de problemas, por isso quis ser bem honesto quando escrevia a jornada de Mike. Mesmo com os elementos paranormais, eu não quis esconder o que muitos jovens passam. É uma loucura saber que evoluímos tanto em relação a tecnologia e ciência, mas ainda temos dificuldade em conversar sobre esses temas. Eu acredito muito que só o diálogo pode nos ajudar.

BVE: Isso remete para a nossa próxima pergunta. Você disse que é professor. Qual matéria leciona e para qual faixa etária?

Felipe Gulyas: Eu dou aula de inglês para crianças, adolescentes e adultos. No momento dou aulas particulares.

BVE: Então hoje em dia você não vê a vivência do bullying em seu dia a dia?

Felipe Gulyas: Eu vejo mais isso conversando com professores nas escolas onde participo de algum evento literário. Tem muitas escolas que são abertas para a cultura e muitas vezes eu acabo falando de Harry Potter ou mesmo os livros de John Green para falar dos dilemas de crescer. Nessas horas os alunos se mostram bem atentos e alguns até se abrem.

As vantagens de ser invisível é outro que eu comento.

BVE: Observei em suas redes sociais que dá palestras em escolas sobre eventos literários e fala sobre bullying e assuntos do tipo. Isso é muito bom! Como funcionam esses eventos?

Sobre o que você discute?

Felipe Gulyas: É algo que eu faço muito com escolas que acabam abrindo espaço para eu expor meus livros. As palestras são diferentes para os pequenos e os mais velhos. Para os pequenos eu uso super-heróis, principalmente os X-Men, para falar de respeito e a importância de fazer o certo. Para os mais velhos eu uso os livros de John Green, além de Harry Potter e os 13 Reasons Why para falar de depressão e bullying. Mas tem uma história que eu sempre uso que é o livro Uma História Meio que Engraçada de Ned Vizzini. Você provavelmente a conhece pelo filme Se Enlouquecer Não se Apaixone. Para mim é a história mais tocante e sincera sobre crescer com depressão e tantos outros problemas que já vi. Acredito que todos deviam ver o filme ou ler o livro num momento da vida.

BVE: Entrará na minha lista de livros. (risos). Parabéns pelo seu trabalho com escolas, isso é muito importante para crianças e adolescentes.

Felipe Gulyas: Obrigado, eu espero poder ajudar alguém no final.

BVE: No seu livro No Fim do Mundo, o personagem principal Colin morreu e a partir daí acontece o desenrolar da história. E aí?

Felipe Gulyas: A partir desse ponto Colin embarca numa jornada por um grande mar, encontrando pessoas perdidas lá e lembrando de quem deixou para trás, principalmente seu irmão caçula. É muito uma história para irmãos e irmãs ou quem tem um grande amigo para todas as horas.

BVE: E você? Como encara a morte?

Felipe Gulyas: Essa é uma pergunta complexa. Eu cresci como Católico, mas gosto muito do espiritismo. Eu acredito que existe algo depois que morremos e que as pessoas que nós amamos talvez estejam lá nos esperando de braços abertos.

BVE: Bonita resposta.

Pergunto isso, pois "No Fim do Mundo", a história acontece depois que o personagem faleceu e em seu outro livro "Uma Canção de Ano Novo", a irmã gêmea do protagonista vem a falecer para que a história venha se desenrolar.

Então pergunto: "Qual a sua Canção de Ano Novo"?

Felipe Gulyas: Sim, No Fim do Mundo é sobre alguém que se foi e Uma Canção de Ano Novo é sobre alguém que ficou. Foi interessante trabalhar temas semelhantes sobre pontos de vista diferentes.

Qualquer um do Imagine Dragons hehehehe

BVE: Qual seu momento mais feliz como escritor?

Felipe Gulyas: Ouvir as teorias dos leitores. Eu me divirto tanto com isso.

BVE: Por exemplo???

Felipe Gulyas: Não posso falar das melhores sem revelar o final, mas muita gente pergunta se meu irmão está vivo ou se é uma história espírita e eu sempre tenho que dizer que é uma ficção e meu irmão está vivo e muito bem.

BVE: Acho que nossos leitores vão ficar mais tentados ainda a comprar seu livro (Risos).

Bom, estamos nos decorrendo para o fim da entrevista.

Qual pergunta que você esperava que eu fizesse mas eu não fiz?

Felipe Gulyas: Acho que quais são minhas inspirações hehehehe

BVE: E quais são?

Felipe Gulyas: Eu podia citar autores como John Green, J.K Rowling, Rick Riordan e Ned Vizzini, mas uma coisa que me inspira muito é música. Tanto que ambos No Fim Do Mundo e Uma Canção de Ano Novo possuírem uma playlist das músicas que ouvia quando estava escrevendo.

BVE: Onde podemos comprar seus livros e as antologias?

Felipe Gulyas: Estão todos a venda no site da Rouxinol Editora. Uma Canção de Ano Novo entrou recentemente em pré-venda e será lançado próximo sábado na USP do Butantã.

BVE: Deixe um recado pro pessoal do Blog.

Felipe Gulyas: Obrigado por terem me recebido. Foi um ótimo bate-papo!

BVE: Nós que agradecemos por ter dispensado um pouquinho do seu tempo!

Veja o evento que o Felipe comentou na entrevista em nossa Agenda Literária e no seguinte link:

https://www.facebook.com/events/464484387454107/?ti=icl


Por Eliaquim Batista.

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