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1° Capítulo | A Segunda Vida de Missy | Beth Morrey

Nova aposta da editora Intrínseca, narra a vida de uma senhora viúva e emocionará a muitos leitores.

Lançado na última sexta-feira, dia 15 de janeiro, pela Intrínseca, o livro A Segunda Vida de Missy, de Beth Morrey, nos Estados Unidos chegou ao primeiro lugar da lista de mais endidos do The New York Times, um dos jornais mais importantes do mundo.

Para muitos idosos, a terceira idade é uma fase difícil, com momentos de muita solidão e tristeza. O companheiro que morre, os filhos que saem de casa, uma enfermidade que toma conta de si, enfim. Várias coisas acontecem para que os vovôs e vovós se vejam deprimidos por estarem sozinhos em sua casa que muitas vezes já foi bem cheia e movimentada.

É o que acontece com a senhora Carmichael, viúva, os dois filhos já com as vidas resolvidas, sendo que Alistair, que a mãe chama carinhosamente de Ali, se mudou com a família para Austrália. Já seu esposo, Leo, já falecido. O primeiro capítulo começa em uma bela manhã gelada, alguns dias após o Natal. Missy, nossa protagonista, está em companhia do silêncio em sua casa e é possível notar uma tristeza na senhora que tem cerca de 80 anos. Diferente de muitas pessoas de sua idade, ela usa o computador com facilidade e todos os dias checa seus e-mails com a esperança de encontrar notícias de Ali. Mas naquela manhã, não dá sorte! Apenas uma mensagem da sua filha, Melaine, que sugere para mãe assistir a um documentário, por azar da nossa “vozinha”, a filha confundiu o gosto da mãe com o do pai e o tema não interessa a mãe. A moça não devia ser tão apegada a mãe como o filho, é possível sentir um carinho maior ao falar do rapaz.

Entediada, ela resolve ir ao parque, dar uma volta, aquele famoso “ar” que todo mundo gosta de fazer de vez em quando, eu pelo menos gosto (risos). Ao chegar no local, se depara com um “menininho” de cabelos encaracolados que lembra seu neto, filho de Ali, que ela tanto ama e deixa isso claro ao leitor. Como também, lembra de Leo, das vezes que passeavam e viajavam por diversos lugares.

"Meu abatimento pós-natalino tinha sido particularmente intenso nesse ano, a animação das festividades tendo ido embora junto com a de Alistaire, com ele, a de Arthur, meu neto maravilhoso, cuja voz já começava a ter um sotaque australiano."

p. 12


Após assistir peixes sendo eletrocutados, com diversos outros curiosos, sua vista embaça e desmaia. Será pela idade? Alguma doença? Será que comeu algo naquela manhã? Sei que esse é um motivo que dá curiosidade em qualquer um e que faz com que viremos a página e assim seguir para o capítulo dois. Clique aqui e adquira seu exemplar!


Sobre a autora:

Beth Morrey teve a inspiração para escrever A segunda vida de Missy durante a licença- maternidade, enquanto passeava com o filho no parque próximo a sua casa. Após conhecer a comunidade de donos de cachorros, corredores, vizinhos e famílias que frequentavam o local, ela começou a desenvolver a história de uma mulher que era salva pelas pessoas a seu redor, estranhos que se tornavam amigos. Ex-diretora de criação da RDF Television, hoje Beth escreve em tempo integral. Já teve obras publicadas na The May Anthology of Oxford and Cambridge Poetry e foi finalista da competição Grazia-Orange First Chapter. Beth mora em Londres com o marido, seus dois filhos e uma cadela chamada Polly.

Fonte: Site da editora Intrínseca.