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4 coisas que aprendi conhecendo a vida de Dom Helder Camara

Ontem, 7 de fevereiro, celebramos 114 anos do nascimento de Dom Helder Camara. Vamos conferir quatro fatos que se cruzam com a vida do Cardeal que sempre lutou pelos pobres


Em parceria com a Paulus Editora recebi o livro Helder Camara: Quando a vida se faz Dom e aprendi diversos acontecimentos da Igreja Católica e da história do Cristianismo e mundial, que decidi escrever um breve artigo sobre alguns fatos que conheci na obra de Eduardo Hoornaert.



1) O Seminário (Universidade) do Ceará

Os Padres Lazaritas chegam ao Brasil a convite de Bispos que deram a tarefa da congregação trabalhar na formação de novos sacerdotes. Os primeiros que chegaram no país, se instalaram em Minas Gerais onde fundam um seminário. Posteriormente fundam o Seminário da Prainha, em Fortaleza (CE) e cuidam da instituição por cem anos, de 1864 a 1964, e este ficou conhecido por ser uma verdadeira Universidade do Ceará. Isso por dois motivos:

O primeiro é que a cultura europeia, especialmente a francesa, que os sacerdotes levaram até a capital cearense, uma novidade para o local, chamou a atenção dos jovens. Com isso, muitos entravam no Seminário, mas não ficavam por muito tempo e assim não eram ordenados.

O segundo é que os Lazaristas tinham grande cuidado com a formação espiritual, a música litúrgica e a formação intelectual. Por isso os jovens recebiam um grande conhecimento.

Os que desistiam saíam verdadeiros intelectuais, tanto que por lá passaram Austregésilo de Athayde, membro da Academia Brasileira de Letras, e Capistrano de Abreu, um dos maiores historiadores do Brasil. Já dos que se ordenaram na época dos Padres Lazaristas, 17 se tornaram Bispos da Igreja, entre eles Dom Helder.



2) Congresso Eucarístico Internacional

Em 1955 quando Dom Helder era o Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro e a cidade maravilhosa foi escolhida para sediar o 37º Congresso Eucarístico Internacional. Câmara e o Bispo José Távora ficaram responsáveis pela organização do grandioso evento.

O local escolhido foi o Aterro do Flamengo, que na época não era o ponto turístico que é hoje, o espaço era pura terra batida. Sem ajuda do governo para preparar o local, os dois Bispos buscaram ajuda de famílias Católicas que poderiam ser "padrinhos financeiros" do Congresso.

Pinturas das casas da favela, a preparação do altar e a grandiosa fila de 96 quilômetros de bancos de madeira para que o Clero e o povo de Deus pudessem adorar a Jesus Sacramentado em dias que ficaram na história do Rio de Janeiro.


3) O Pacto das Catacumbas;

Dom Helder participou de um marco importante do catolicismo universal, uma verdadeira virada de chave, o Concílio Ecumênico Vaticano II. Camara foi um tanto quanto ativo durante todas as fases do congresso e fez parte de um grupo que ficou conhecido como como Grupo da Pobreza, entre alguns nomes, podemos citar Paul Gauthier, o patriarca oriental Maximos IV e Père Paul Gauthier.

Esses e outros Padres passam a realizar reuniões com enfoque no sofrimento da classe proletária e como a fome é verdadeiro grande problema do mundo. Daí surge o Pacto das Catacumbas, onde nos primórdios do cristianismo em Roma, as celebrações Eucarísticas eram realizadas em verdadeiras cavernas e para ser cristão era necessário coragem!

Com isso o nome surgiu remetendo a essa coragem, pois as ideias dos Bispos do grupo, ia em total contramão de outros do Concílio que se preocupavam com assuntos mais burocráticos e que seriam totalmente contra as ideias do grupo do pobreza.


4) A Igreja sofreu na ditadura militar brasileira;

Diferente do que muitos pensam, a Igreja sofreu diversas ameaças e alguns Padres, religiosos e leigos perderam a vida durante a ditadura militar de 1964 a 1985.

Entre eles está o Padre Antonio Henrique Pereira Neto, desaparecido e morto em 1969. Nunca houve uma explicação do governo sobre o caso do sacerdote e ninguém foi punido até hoje. Entre os leigos, João Francisco da Silva e Severino Vicente da Silva foram sequestrados e torturados e depois de longos dias liberados em alguma esquina.



Ainda essa semana, vou postar aqui a resenha da biografia de Dom Helder. Digo que os dias de leitura do livro, foram momentos de muita aprendizagem e reflexão sobre a Igreja Católica e o legado do Bispo dos pobres. Já adianto que será um belo texto e se preferir, adquira agora seu exemplar de HELDER CAMARA: QUANDO A VIDA SE FAZ DOM, de EDUARDO HOORNAERT (Paulus Editora).


Abraços Literários,


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