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4 documentários muito bons, mas que não pretendo dar replay...

Algo que amo assistir desde pequeno são documentários. Era normal assistir por horas e horas History ou National Geographic, além de Globo e SBT Repórter. Com o tempo, veio Roberto Cabrini e Caco Barcelos e fazia de tudo para nunca perder esses programas.


Agora, na era do streaming, não é nada diferente. A cada três séries na minha lista, uma é documental. Gosto de assistir o que é real, a apuração dos fatos e entrevistas de quem viveu ou presenciou o inexplicável.


Todos sabemos que algumas séries ganham maior repercussão e até o investimento em propaganda é maior do que outros lançamentos. São verdadeiras apostas e com isso, caem no gosto popular com maior facilidade.


E quatro delas, que você já deve ter ouvido falar, eu assisti e já falo desde já que gostei de todas, mas não assistiria novamente em um feriado em casa de saco cheio e te explico claramente o porquê.

 

1- Gabriel Monteiro: Herói Fake (Globoplay)


Imagem de divulgação - Globoplay


Uma série bem completa sobre o período em que Gabriel Monteiro foi vereador no Rio de Janeiro, até a sua prisão em 2022.

Como a maioria das séries documentais do Globoplay, o material é completíssimo e é quase impossível quem assiste não ficar ao lado dos funcionários de Monteiro que eram obrigados a presenciar crimes sexuais do jovem, momentos de tortura, edições de vídeos da "máfia rebote", totalmente inventada pelo "herói fake", como diz o título da série.

Quando assisti, algumas vezes precisei parar, respirar, tomar um café, assistir a um episódio de Todo mundo odeia o Chris, pois principalmente os jovens que trabalhavam para Gabriel Monteiro, passaram por momentos um tanto quanto constrangedores, que não desejo nem para as pessoas que carrego aquele ranço. Fora os depoimentos de mulheres que sofreram assédio ou abuso por parte do ex-vereador.

 

2- Todo dia a mesma noite (Netflix)

Mesmo não sendo um documentário, a obra é baseada no livro homônimo, de Daniela Arbex e editado pela Intrínseca, e conta de forma detalhada um dia fatos mais tristes da história do Brasil no século XXI, o incêndio na Boate Kiss, em 2013.



A grande tragédia de Santa Maria, RS, é relembrada em Todo dia a mesma noite em forma de drama. Gravada em lugares reais e um tanto quanto bem interpretada, a série composta por cinco episódios faz qualquer um sentir aquele aperto no coração ao assistir a história daqueles jovens que saíram para se divertir e não voltaram, ou pelas famílias que deram o último adeus aos entes queridos sem ter a mínima ideia da forma trágica que se encerraria histórias de forma tão precoce naquele 27 de janeiro.

 

3- Vale o escrito – A guerra jogo do bicho (Globoplay)

Falar de jogo do bicho sem falar em carnaval, é impossível e os criadores de Vale o escrito, foram a fundo na vida dos bicheiros cariocas. Com uma investigação em toda a baixada fluminense e apresentando como ela é dividida por milícias, os "presidentes de honra" das escolas de samba e o domínio famosas máquinas caça-níqueis. O mais surpreendente é como até o famoso samba-enredo "Explode coração, na maior felicidade, é lindo o meu Salgueiro...", é colocado na mira de Pedro Bial e sua equipe na investigação.



Se você não acredita que pode existir tanta maldade em um ser humano, tudo se prova ao contrário quando você entende a mentalidade dos mandantes do jogo de azar e a ira que surge com quem passa por seus caminhos, mesmo que tenha o mesmo sangue que o seu.

Entre as séries listadas, essa é a que mais gostei, visto que pensava demais quando era criança quais os motivos do jogo do bicho não ser legalizado. Desde cedo entendi que "vale o escrito", mas só aos trinta anos, tenho certeza de que tais apostas nunca serão, e nem devem, ser legalizadas pois milhares de reais são regados de sangue e poder.

 

4- O ninho: Futebol e tragédia (Netflix)


Imagem de divulgação - Netflix


É possível um sonho realizado virar um pesadelo incalculável?

O incêndio ocorrido em 2019 no Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, mostra que sim. Uma tragédia onde dez meninos da base do clube, com idades de 14 a 17 anos, perderam a vida.

A negligência do clube alvinegro carioca, o sofrimento das famílias e o fim da esperança, mexem com o coração de qualquer pessoa. Mas mais duro ainda é ver a falta de empatia da diretoria da época com as famílias das vítimas e a omissão ao não se pronunciarem, sendo eles os responsáveis da terrível negligência do maior time do Brasil.

Chorei desde o primeiro ao último episódio e quando for pai, se meu filho quiser ser jogador de futebol, vou pensar duas vezes antes de deixá-lo morar em um alojamento de um clube, mesmo que seja de elite, da primeira divisão, ou no maior clube do nosso país.

 

Por enquanto é isso, espero que tenha se interessado por alguma dessas séries documentais e caso alguma delas já esteja na sua lista, já prepare-se para sentir alguns arrepios e até quem sabe algumas lágrimas venham a seus olhos. Um documentário mostra a realidade, e sabemos que a vida real nem sempre termina com aquela frase “e foram felizes para sempre...”.

 

Abraços Literários,

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