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Depois de um dia



Ele estava apressado, queria logo ir para casa, pois estava com fome e se sentia meio sujo, além de um prato de arroz com feijão, queria um banho.

“Busão” lotado, uma briga por um empurrar o outro e ele volta com os fones em seus ouvidos ouvindo música. Até que chega em seu ponto, desce do ônibus e caminha mais dez minutos até a sua casa.

Chegou, descansou no sofá, enfim, aquilo que todos nós fazemos quando chegamos em nosso lar depois de um grande dia exaustivo de trabalho.

Seu cachorro, todo pretinho, mas com olhinhos verdes, e fez carinho nas pernas, ele bateu em suas pernas fazendo sinal para que ele pulasse em seu colo e assim o cão fez. Os dois sorriram.

Algo tão simples, mas que trazia felicidade para dois seres tão diferentes. Era possível ver pelo brilho em seus olhos.

O primeiro, humano que trabalhou duro o dia todo. O segundo, animal, que mal entendia o que acontecia no mundo e ficava naquela casa sozinho o dia todo, saía poucas vezes dos muros, o máximo que via? As duas famílias de vizinhos daquele quintal.

Ao passar a mão na cabeça do cachorrinho, ao latir com tom de quem estava amando o carinho, era possível ver o amor.

O rapaz ao se levantar, colocava o seu escudeiro no chão e ia para a cozinha preparar o jantar, seu amigo não largava o seu pé ficava olhando para ele.

Uma hora depois, é possível ver ambos jantarem.

Um, no sofá, com um prato de arroz, feijão, salada e bife. Comida bem de brasileiro, vamos dizer assim. O outro, no chão mesmo, ração e água, comida bem de bichinho de estimação. Precisamos dizer quem é quem?

E a televisão ligada passando a novela da emissora mais popular do Brasil. Último capítulo, o mocinho irá se casar na Igreja com a mocinha e todos serão felizes para sempre!

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© 2020 por Eliaquim Batista - Blog Vida de Escritor.

São Paulo / SP