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4 livros essenciais de Paulo Freire

Conheça agora quatro livros para conhecer o legado de Paulo Freire, que celebra seu centenário em 2021.


Nascido em Recife (PE), em 19 de setembro de 1921, Paulo Freire é considerado um dos pensadores mais notáveis da história da pedagogia mundial e mesmo tendo falecido em 1997, sua obra continua atual e é o Patrono da Educação Brasileira.


Em seu legado, pregou contra a educação bancária, método onde o aluno é como uma conta vazia a ser preenchida pelo professor. Freire via que esse pensamento visava controlar o aluno e transformá-lo em objeto unicamente receptor.


O método Freiriano foi colocado em prática em 1963, onde o pedagogo foi até Angicos (RN) e alfabetizou 300 trabalhadores em apenas 40 horas. Esse foi o resultado do projeto-piloto do que seria o Programa Nacional de Alfabetização do governo de João Goulart, presidente que viria a ser deposto em março de 1964.


Logo na sequência, em outubro do mesmo ano, Freire deixou o Brasil e se exilou no Chile até 1979, quando veio ao Brasil em visita e em 1980 voltou em definitivo, com anistia que permitiu o retorno dos exilados. Em 1991, já após ao regime militar, foi nomeado Secretário de Educação da cidade de São Paulo.


Agora vamos conhecer os quatro livros que aquele que quer conhecer o legado de Freire precisa conhecer:


1) Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa (Edição especial).

Em sua última obra publicada em vida, o autor defende o ato de ensinar como uma luta para que aquele que aprende construa uma sociedade mais justa e democrática.

Devido o centenário de nascimento de Freire, a editora Record (Selo Paz & Terra), nos presenteia com uma edição especial com principais frases do autor, pôsteres e outros extras.


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2) Professora, sim; Tia, não.

No livro, o patrono de nossa educação apresenta aos educadores e aqueles que tem esse desejo, dez cartas com qualidades verdadeiras e autênticas das virtudes éticas que educadores progressitas precisam ter e praticar.

Também faz um denúncia que a troca da palavra "professora" por "tia" para designar aquele que ensina é uma armadilha ideológica.



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3) Pedagogia do oprimido.

Escrito durante seu exílio no Chile e proibido no Brasil até 1974, Pedagodia do oprimido é considerado revolucionário ao apresentar o ato de educar como formação de um cidadão, não apenas como a criação de mais uma obrigação da sociedade, ou criação de mão-de-obra para o opressor.

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4) A importância do ato de ler

Paulo Freire apresenta a importância e o valor da biblioteca popular com a alfabetização de adultos. Em um dos artigos, Paulo apresenta uma de suas experiências em São Tomé e Príncipe, país do continente africano que tem o português como idioma oficial.


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BÔNUS - Conheça uma biografia de Paulo Freire

O Educador: Um perfil de Paulo Freire, Sérgio Haddad

Um livro sóbrio que mostra Paulo Freire para além dos estereótipos


Um perfil biográfico do patrono da educação brasileira, escrito por um dos mais importantes estudiosos de sua obra no Brasil.


Este perfil biográfico de Paulo Freire traz sobriedade a um debate contaminado pela polarização ideológica, recuperando, além de aspectos pouco conhecidos do educador, a experiência exitosa de alfabetização em Angicos e detalhes da perseguição que sofreu dos militares.


Trecho do livro:

"Em meio às faixas de boas-vindas, estavam também agentes de pastorais incentivados a comparecer por dom Paulo Evaristo Arns, educadores e admiradores. O clima era de apreensão por uma possível ação repressiva que tentasse impedir o desembarque. Os Freire voltavam para passar um mês e organizar o retorno definitivo para o ano seguinte. Sobre estar de novo no Brasil, Paulo declarou aos jornalistas: “Olho para mim mesmo e me vejo contente e feliz, numa felicidade quase menina, apesar dos meus 57 anos”. Diante da insistência de repórteres que queriam a sua opinião sobre o momento político brasileiro, afirmou que seria uma leviandade de sua parte fazer uma análise, além de um desrespeito aos brasileiros, já que ele tinha ficado tanto tempo fora do país."

Obs.: Com o golpe de 1964, Paulo Freire deixou o Brasil com a família e buscaram asilo no Chile. Em 1979, o educador retornou ao nosso país, mas apenas para uma visita.


O autor:

Sérgio Haddad nasceu em 1949, em São Paulo. Doutor em história e filosofia da educação pela USP, é professor, pesquisador e ativista social.


Vamos comemorar o centenário de Paulo Freire com muita leitura e na luta por uma educação libertadora pelo nosso Brasil. Vamos continuar na luta do patrono da educação brasileira e por fim da educação bancária e tecnicista.


Abraços literários,