Nasce Companhia de Teatro Epílogo
- Blog Vida de Escritor

- 22 de nov. de 2020
- 3 min de leitura
Em meio à pandemia, nasce companhia de teatro que inova a forma de fazer a arte dos palcos.

Com uma carreira em constante crescimento em 2019, o ator Luccas Papp cria companhia de teatro mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus e inova a forma de fazer teatro com um grupo de jovens atores.
Cia Epílogo, é o nome dado para a companhia do paulista e três peças marcam a estreia da equipe: “O Colecionador de Universos”, “Os Donos do Mundo” e “A trágica antologia familiar”.
Devido ao isolamento social, cada ator atuará da sua própria casa. Ou seja, eles não terão contato físico. Algo inovador para a dramaturgia e que pode se transformar em algo pioneiro ou uma identidade da companhia de teatro.
Entre as peças, vale destacar “Os donos do mundo”, que virou livro e teve três temporadas em São Paulo e nomes conhecidos do grande público no elenco. Que fora Luccas, contou com nomes como: Bruna Carvalho, Eric Surita, Francis Helena Cozta e Marcelo Arnal.
Aqui no blog, já teve resenha da peça que virou livro pela Giostri Editora. Clique aqui e veja a matéria.
Papp já fez duas outras peças virtuais, mas um se trata do monólogo “A Ponte”, que volta em cartaz em dezembro. E também a adaptação de “O estranho atrás da porta”, que já havia sido apresentado de forma presencial, essa que o jovem atuava com Diego Martins.
As peças da companhia Epílogo, já tiveram a sua estreia e ficam em cartaz até 6 de dezembro. Para comprar seu ingresso e verificar dias e horários disponíveis, acesse: Companhia Epílogo.
Siga a companhia no instagram: @ciaepilogo
Por Eliaquim Batista.
Sobre as peças:
Originalmente um monólogo escrito e encenado pelo ator Luccas Papp, que narra sobre um período da vida do jovem e diferente Martin. O seu diferencial? 10 jovens atores revezam, da própria casa, a interpretação do personagem, que faz uma análise de diversos elementos da sociedade moderna.
Apresentando características ímpares, O Colecionador de Universos é um espetáculo denso, repleto de situações poéticas e complexas, mas com uma mensagem de reflexão e respeito ao próximo.

Um dos maiores atores da nova geração, uma estrela amada e endeusada por muitos: esse é Oliver Arnold. Mas nesse exato instante ele não está dando autógrafos, tirando fotos ou ganhando prêmios. Ele está vendado, sendo torturado em uma sala escura e repleta de itens de seus últimos espetáculos por um homem gigantesco e de expressão doce e perturbadora. Riley, essa estranha figura, tem apenas um pedido a fazer: “atua pra mim?”. Oliver é então obrigado a relembrar três dos seus espetáculos mais consagrados que são unidos por retratarem tragédias familiares: a morte da filha mais nova de uma família de retirantes nordestinos, o encontro entre um pai e o responsável pela morte de sua filha e a relação doentia entre dois irmãos abandonados pelos pais. O que Oliver não sabe é que a sua própria realidade agora faz parte desse grande espetáculo fúnebre. Ficção e realidade, o humano e o divino e a fragilidade da vida... Tudo isso com uma dose de suspense e terror. Essa é “A Trágica Antologia Familiar”.

Como seria se todas as pessoas do mundo simplesmente desaparecessem e apenas um grupo de jovens adultos tivesse sobrado? Esse é o retrato de "Os donos do Mundo”. Vindos de todos cantos da cidade, e completamente diferentes entre si, os garotos precisam conviver em um supermercado abandonado enquanto buscam a explicação para o sumiço repentino da humanidade e têm seus sensos de justiça e verdade postos à prova. Essa realidade tão surreal entra em conflito com a saudade da família e a necessidade que temos de ter pessoas que amamos ao nosso lado. Uma experiência sensível e nostálgica sobre o que é a vida e o que podemos fazer dela.






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