#EliaquimIndica | DONA BEJA, nova novela da HBO Max
- Blog Vida de Escritor

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Baseada em clássicos da literatura brasileira e em uma personagem histórica, “Dona Beja” é a nova superprodução da HBO Max.
Com os streamings tomando cada vez mais o espaço da televisão aberta e o sucesso de Beleza Fatal, a HBO Max deseja repetir o feito com enredo já testado em outros formatos e mais uma vez traz um elenco estelar, como Grazi Massafera e David Júnior na nova novela, Dona Beja, uma trama de época carregada do sistema patriarcal e racista, acompanhada de personagens hipócritas e progressistas, com cenas sensuais e roteiros muito bem escritos.

A trama contará com 40 capítulos e serão liberados cinco capítulos por semana, sempre às segundas-feiras. Assinada por Daniel Berlinsky e António Barreira, a novela é baseada na obra audiovisual Dona Beija, de 1986, da extinta TV Manchete, e nos livros Dona Beja: A Feiticeira do Araxá, de Thomas Othon Leonardos, e Vida em Flor de Dona Beja (Editora Itatiaia), de Agripa Vasconcelos, grande autor sobre a região histórica de Minas Gerais, que escreveu outros romances históricos como o de Chica da Silva e de Sinhá Braba.
Veiculada em mais de 100 países, esse é um produto que apresentará a Minas Gerais do século XIX para o mundo, como Araxá e Paracatu, ao narrar a vida de Ana Jacinta de São José, a Dona Beja, foi uma mulher à frente do seu tempo. A figura de menina órfã ficou marcada na história de Minas Gerais por abrir um bordel e trabalhar nele, ou um clube de homens, como diz Grazi ao interpretar a personagem.
Logo no início da novela, a órfã que encanta todos pela sua beleza é prometida em casamento a Antônio Sampaio, filho do Coronel da região e que fazem os olhos da loira brilharem, mas o avô, seu único parente próximo, é assassinado e Beja é roubada por Joaquim Inácio Silveira da Mota, o Ouvidor Geral do Rei, e segue para Paracatu. Lá, o seu único apoio é Severina, sua dama de companhia, mas a protagonista seguirá firme os seus ideais em busca do seu grande amor e pensamentos considerados muito contrários para o seu tempo.
Um grande debate da produção é o período em que abolicionistas estavam em alta e o regime escravocrata em declínio, mas infelizmente o racismo era praticamente uma regra de educação aos poderosos da época, e uma pessoa poderia ser presa unicamente por sua raça, mesmo se fosse livre e em ascensão na vida, dando, assim, dois passos para trás.
Com ritmo direto, típico do público do streaming, a Floresta, produtora responsável pela novela, apresenta fatos que levariam semanas na televisão, em cinco minutos, sem tirar características fortes que os novoleiros amam. Logo, o objetivo é agradar e atingir os dois públicos. Fora que essa estratégia deve ser cada vez mais comum no gênero como um todo.
A ideia em apostar em uma história já testada, inclusive como novela, é uma segurança para o sucesso, ainda mais com a publicação de dois livros da literatura brasileira, sendo a obra de Agripa Vasconcelos vejo como um clássico, mas a HBO Max quer consolidar-se no gênero e não poupou gastos, com figurinos, cenários e adereços que revivem a época colonial, além de ser perfeita nos demais elementos, como trilha sonora, vinhetas, fotografia, sem contar com o elenco que tem nomes como Deborah Evelyn,Thalma De Freitas, Werner Schunemann, Elizabeth Savala Otávio Müller e Isabela Garcia, e rostos novos ou em ascensão na tela, mas que fica evidente que vieram para ficar, como Danielle Olimpia e Pedro Fasanaro.
Dona Beja é a aposta da HBO Max em 2026, após o sucesso de Beleza Fatal no ano anterior.
Abraços Literários,










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