Opinião Pública | ELEIÇÕES 2026: Estou no time + livros e – armas
Essa é a minha opinião e tudo bem você não concordar comigo nem meio por cento. Isso é parte do jogo da democracia. E está tudo bem!

Esse ano, diferente de outros, não fiz uma campanha ativa, só entre uma resenha ou outra e quando fui perguntado. Teve uma época em que até campanha de rua fiz e confesso que gosto desse corpo a corpo, e dava risada quando me mandavam para algum lugar.
Sou daqueles eleitores que leem plano de campanha, conferem quem são os vices ou suplentes e buscam saber de onde eles vêm. Confesso que foi difícil escolher os números que hoje vou apertar na urna eletrônica, com tantos memes que viraram candidatos por aí e tamanhas rachadinhas e trocas de favores que vemos por aí.
Existem algumas pautas que, para mim, são inegociáveis, e, entre elas, está a da verdade! O grande Nei Lopes, que compôs a música “No tempo de Don Don”, poderia fazer uma nova versão do clássico e colocar que “fake news e deep fake se chamavam mentiras”. Em casa e entre amigos, defendi a verdade dos fatos quando os dois candidatos foram alvos de inverdades: Lula com ligações diretas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mas também defendi Flávio Bolsonaro, que não disse que lutaria por tirar o título Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.
E fico triste que ambas as mentiras tenham surgido a partir da mesma emissora de notícias de canal pago. Mas ressalto aqui que ela se desculpou dos erros. Vale deixar aqui que já critiquei Lula e, claro, Flávio Bolsonaro.
Porém, como já disse, existem outras pautas que, para mim, são inegociáveis e que dariam incontáveis vídeos, então vamos deixar para o cotidiano. Já outras, que são as de minha preferência, como a liberdade religiosa, a educação, as pautas culturais e, claro, a literária. Sempre lutei pelo direito à vida e acho que, com mais livros, teremos menos civis armados.
E o que quero deixar aqui claro é que, independentemente de quem ganhe essas eleições, vale o respeito e que sinto falta de uma maior paz nessas épocas. Quem me conhece sabe da minha aversão em dirigir, mas “qual o problema de pegar uma carona com alguém que votará diferente de mim?” Ou, então, podem vir aqui em casa tomar um café, quem pensa de outra forma. Como disse, isso é democracia. Fora que há tantas alegrias e tristezas que quero compartilhar com aqueles que amo, que esse é um detalhe.
O que não vale e me dá urticária é ver quem defende a unhas e dentes achando que candidato A ou B são os salvadores da pátria. Sinto informar, pois não são e estão longe de serem semideuses, para não falar o que estou pensando.
Confesso que esperava mais debates, trocas de opinião e falar de temas que acho urgentes como o avanço das IAs. Aproveito para dizer que nesse ponto, o Papa Leão XIV anos luz à frente, visto que em sua Encíclica publicada recentemente, ele se coloca ao lado da integridade humana.
E, concluindo o meu pensamento, o que posso dizer é que vamos às urnas, depois vamos cobrar e torcer para que, independentemente de quem vença, possamos torcer por um Brasil mais justo, que esteja do lado dos que têm menos e longe do fascismo e autoritarismo. Por isso, hoje é o começo daqueles que temos o dever de cobrar a partir de amanhã aquilo que esses aí prometem ao apertarem forte as nossas mãos.
O que deixo aqui é que não sou marcha de manobra, nem faço parte de uma récua alucinada qualquer. O voto é secreto, mas nunca me canso de dizer que “sou cria de Bom Conselho” e sei muito bem de onde vim e o que espero de um político!
Abraços Literários,







Comentários